Dia Nacional da Botânica celebra a biodiversidade amazônica

 
O Dia Nacional da Botânica é comemorado na Universidade do Estado do Pará (Uepa) durante toda a quarta-feira, 17, em espaços da Instituição, como o Herbário Prof. Dr. Marlene Freitas da Silva e tem como temática a questão da "Conversão da Biodiversidade Amazônica". Com uma programação diversa terá visitas de contato com o acervo do Herbário, exposição de mesa temática e palestras no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da Uepa. As inscrições são gratuitas e haverá emissão de certificados aos participantes do evento.
 
O Decreto de Lei nº 1.147, de 24 de maio de 1994,  instituiu o Dia Nacional da Botânica em homenagem às comemorações dos 200 anos do nascimento do naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868), que chegou ao Brasil em 1817 na comitiva da imperatriz Leopoldina, esposa de Dom Pedro I, e tornou-se um dos mais profícuos botânicos do Brasil.
 
A questão do meio ambiente está presente no imaginário da população mundial na contemporaneidade e tem ocupado um espaço significativo no âmbito político, econômico e social com a intenção de encontrar caminhos e perspectivas relacionadas a qualidade de vida do ser humano na sociedade moderna. Desde o século passado inúmeras conferências globais - como a de Kyoto, no Japão, que discutiu o  tratado de reducação de CO2 ou a Rio +20, no Brasil-, foram organizadas para discutir questões de preservação ambiental, haja vista as mazelas da poluição urbana e das águas, aquecimento global e desmatamento.
 
"É muito enriquecedor para a consciência como cidadã entrar em contato com essas temáticas e perceber o envolvimento da natureza em todos os âmbitos da vida humana em sociedade, e é preciso conscientizar as pessoas para a necessidade de preservação ambiental" comentou a co-organizadora do evento e aluna do curso de Química, Mayra Barroso.
 
No auditório Paulo Freire ocorreu a palestra "Plantas de Poder: o uso da Ayahuasca" da Mestra em Ciências Ambientais da Uepa, Ulliane de Oliveira Mesquita. Ela falou sobre sua pesquisa de mestrado, que faz uma imersão em rituais das religiões do Santo Daime e União do Vegetal e apresentou as funções e perspectivas do uso do chá pelas pessoas e como ele é produzido. "Os usos de plantas de poder em uso ritualístico envolvem questões culturais e sociais da bebida sagrada da Ayahuasca dentro do contexto amazônico e demonstram as diversas possibilidades do chá para a saúde", afirmou.
 
A programação se estende por todo o dia e contará com outras palestras que irão debater sobre o uso da botânica para a conservação e valorização da biodiversidade da natureza no contexto amazônico.
 
 
Texto: Daniel Leite Jr
Foto: Nailana Thiely